Critérios ESG: quais os desafios de investir em gestão sustentável?

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Aderir políticas que visam a sustentabilidade em empresas tem sido o objetivo mais relevante da maioria dos executivos, uma vez que nossa sociedade demonstra cada vez mais atenção a recursos sustentáveis e valorizam os ativos que baseiam os fatores ESG.

Essa preocupação já não vem de hoje, mas não podemos negar que os efeitos causados pela pandemia reforçaram a importância da proposta, já que as práticas não sustentáveis acabam causando forte impacto em curto prazo.

Ainda que o dever não se aplique somente às entidades públicas e privadas, será muito comum que as instituições de todos os portes busquem estar alinhados com esses interesses nas próximas gerações. 

Inclusive, a tendência é que isso se torne uma obrigação regulamentada à medida que mais investidores se posicionarem favoráveis às práticas ESG

Analisando essas previsões, é normal que mais pessoas se preocupem em assumir essa responsabilidade desde agora, mas é preciso se preparar. Por isso, hoje nós vamos falar sobre os principais desafios de investir em gestão sustentável!

Continue acompanhando para saber mais.

Como adotar gestão sustentável e quais seus maiores desafios?

As empresas que desejam adotar uma gestão baseada em valores e práticas considerando os fatores ESG precisam enfrentar o desafio de avaliar e mensurar todas as ações necessárias para segui-los.

Embora a opinião pública e as boas práticas comuns sirvam como referência para os  critérios de avaliação do que será adotado, ainda não existe nenhuma padronização definida sobre como ou o que as empresas que desejam ser mais sustentáveis devem fazer.

É por isso que não temos acesso a tantos dados que permitam comparação.

A grande maioria das organizações não governamentais, especialmente as internacionais, seguem alguns parâmetros bem interessantes para que estejam sempre adequados aos métodos de identificação do que realmente vai proporcionar sustentabilidade à definição da cultura dessas empresas e seus respectivos investimentos.

Dessa forma é possível evitar o que conhecemos como Greenwashing (o termo usado para se referir a empresas que passam uma imagem boa e não praticam tais medidas), o que já foi muito comum.

Felizmente, no momento em que vivemos está em alta uma tentativa primitiva de se regulamentar seguindo os critérios ESG e introduzi-los na conduta de todas as pessoas que convivem na empresa.

ESG no mundo: as empresas estão aderindo essa atitude sustentável no meio corporativo? 

Se formos analisar a postura das empresas internacionais em relação a padronização atrelada aos fatores ESG, será possível perceber que as empresas da  União Europeia, por exemplo, estão consideravelmente à frente das demais organizações. 

Podemos até dizer que a União Europeia está muito além de diversos países nesse sentido. Inclusive, com o intuito de fazer com que a sustentabilidade esteja no centro do sistema financeiro, o seu parlamento já até criou um regulamento, que entrou em vigor no mês de março de 2021 – Regulation (EU) 2019/2088 (Disclosure Regulation).

Além disso, para estabelecer um sistema unificado de classificação das atividades econômicas sustentáveis, a União Europeia teve que fazer diversas consultas públicas e requisitar relatórios de especialistas nesse tema para definir parâmetros.

ESG para empresas brasileiras

No Brasil, alguns gestores estão abordando esse assunto constantemente, de modo que as empresas nacionais estão buscando oferecer produtos rentáveis e  sustentáveis. 

Entretanto, aqui não há legislação ou movimento que padronize                                                                                               as métricas de forma mais transparente aos investidores.

Mas quais são os riscos ligados ao mercado financeiro brasileiro e as práticas sustentáveis? 

Ainda não há nenhum posicionamento público relacionado a busca por padrões de relatórios ou métricas ESG que sejam mais transparentes para o mercado. 

Portanto, enquanto não temos um direcionamento, às recomendações para empresas nacionais que desejam construir valores adotando a cultura de iniciativas  ESG com transparência, são:

  • Estabelecer parâmetros internos para que os investimento sustentáveis relacionados ao aspecto ambiental, social e também de governança, demonstrando ações claras e consistentes para a comunidade;
  • Aderir a padronização de empresas não governamentais já consolidadas , priorizando as que possuem métricas com base em relatórios e práticas;
  • Acompanhar a evolução da legislação europeia, a qual está avançada e servindo como exemplo até o momento.

Mesmo que tenhamos dificuldade de mensurar qual a melhor forma de caminharmos para o que chamamos de “investimento sustentável”, com a evolução social e força da opinião pública que estamos vivenciando, em breve todos que desejam continuar ativos e fortes no mercado deverão adotar os padrões de fatores ESG, até que todo mercado esteja incorporado a sustentabilidade. 

Hoje estamos no momento mais oportuno para aqueles que precisam dessa transformação cultural em seus negócios, porque ainda há tempo de buscar os melhores caminhos para apresentar segurança aos investidores, além de demonstrar suas iniciativas sustentáveis da forma mais adequada possível.

É importante que o público tenha conhecimento a respeito dessas práticas, já que o poder da opinião pública está cada vez mais forte.

Podemos concluir que estamos percorrendo o caminho para que essas diretivas e documentações técnicas com objetivos de alcançar total sustentabilidade financeira, e esse percurso ainda é longo. 

Precisamos encontrar soluções para questões que fazem essa temática ser  complexa, sendo elas: 

  1. Diversas obrigações e com diferentes níveis de legislação relacionada à sustentabilidade. É importante considerar principalmente que o mercado financeiro precisa concordar com essas regulações, porque os investidores podem direcionar seus interesses a outras regiões em busca regimentos mais leves; 
  2. É possível que as empresas tenham de enfrentar um excesso de leis (barreiras governamentais) com consequências imprevisíveis ao invés de receberem incentivo com maior fluxo de recursos financeiros para investir em instrumentos e atividades econômicas qualificadas como ambientalmente sustentáveis. Nesse caso, há um aumento de custos exagerado para tal implementação regulatória, por isso este mercado tem poucos participantes; 
  3. Os custos sociais e políticos para implementar mudanças regulatórias podem  afetar o sistema financeiro e outras empresas que integram os subsistemas econômicos – o que, consequentemente, vai impactar os consumidores; 
  4. Quanto mais complexas e extensas forem as regulações, melhor fica a imagem das empresas já participantes desse mercado. Assim, é interesse dessas corporações evitar que seus concorrentes possam se adequar às normas que hoje são apresentadas como seus diferenciais;
  5. Como não há nenhuma lei que obrigue a participação de empresas ao movimento ESG, não há nenhuma punição para os participantes. Ou seja, a atribuição das diretrizes fica sob responsabilidade das próprias empresas até que o Brasil seja um dos países que apresentam punição reputacional de forma mais tangível.  

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