Entrevista com Danilo Gonçalves, especialista no mercado de viagens

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Entrevista com Danilo Gonçalves, especialista no mercado de viagens

O setor de viagens da sua empresa ainda é uma incógnita para você? Você atua diretamente com os viajantes, mas tem dificuldades para evoluir os processos?

Então acompanhe até o final para pegar dicas essenciais com o Danilo Gonçalves, o consultor de negócios convidado da semana!

Mas quem é o nosso convidado?

Danilo trabalha há mais de 10 anos no setor de viagens, tendo passado por algumas associações, até se encontrar no mundo do empreendedorismo. Atualmente está em duas empresas: a Iterpec e a TBI. A Iterpec é uma empresa especialista em soluções para o mercado de turismo, enquanto a TBI trabalha com soluções tecnológicas para travel techs e agências de viagens.

Conversando um pouco com Danilo sobre sua trajetória e sobre o que virá pela frente no mercado de viagens, ele nos deu vários insights úteis não só para as empresas que viajam, mas também para nós que trabalhamos por trás da sua viagem. Confira!

Ele começou o nosso papo nos contando sobre como foi para ele o começo da pandemia. Danilo assumiu o cargo de COO da Iterpec no dia 15 de março e no dia 17 o governo do estado de São Paulo mandou as empresas fecharem. Ele teve 2 dias para preparar o time dele pra trabalhar de home office.

Para nos contextualizar, ele nos contou que eles conseguiram se preparar antes, pois sempre trabalharam em coworkings, então quando a pandemia começou, foi fácil acertarem as contas e migrarem para o home office. Além disso, na mesma época, eles começaram uma operação na Holanda e deu tudo certo, pois enviaram remessas antes do dólar subir. O fato de se planejarem com antecedência, fez o ritmo não cair no home office, e como consequência eles tiveram o trimestre com o maior número de reservas no final de 2020, mesmo com a pandemia. Hoje eles voltaram à um cenário estável, assim como estavam no pré-pandemia.

Mercado

Falando sobre o mercado atualmente, o mercado de startups de viagem a trabalho ganhou metade do público das antigas TMCs. As empresas entenderam que o modelo das agências corporativas parou no tempo. O fato da Iterpec ter feito consultorias com essas novas startups foi o que os manteve durante a pandemia.

Inclusive, foi durante as consultorias com a Portão 3 que surgiu a ideia para a Bank 3, o cartão virtual de pagamentos para o setor de viagens, solução criada no final de 2020. Nessas consultorias, nós antecipamos tendências, analisamos como está o mercado e trazemos estratégias novas em cima disso. Para Danilo, o importante da Portão 3 é que se ela dá certo, ela valida um modelo de negócio que ele acredita muito. E nesse modelo, é possível fazer tudo online.

Financeiro

O Danilo também trouxe muitas dicas para CFOs. Após esse período de crise e instabilidade, ele afirma que é ainda mais importante que as empresas tenham um planejamento financeiro e consigam seguí-lo a risca, pois a maioria das empresas que fecharam nesse momento, não foi pela baixa dos seus setores e sim pela má administração financeira.

Para começar, ele falou sobre não atrasar pagamentos, principalmente de boletos. Se você atrasar os pagamentos offline e tiver algum problema, terá mais dificuldade em resolvê-lo. O ideal é que os pagamentos sejam feitos em um cartão de crédito corporativo, para que você tenha rastreabilidade, além de facilidade em cancelar uma compra e receber estornos no próprio cartão. Um cartão por transação faz com que a venda seja conciliada, pois os dados do cartão e os dados da reserva estarão alinhados.

“O pior caminho na viagem a trabalho, é o excessivamente burocrático. Quanto mais burocracia no processo de compra, mais a tarifa flutua.”

Consultorias

Danilo presta consultoria para todas as principais travel techs do mercado. O seu papel é deixá-las todas no mesmo nível de expertise, para que tenham prosperidade em seu futuro.

“A minha responsabilidade é garantir que as travel techs que estão começando, tenham a mesma maturidade que a travel tech que já tem experiência no mercado. Enquanto as empresas que estavam preocupadas em garantir crédito ainda tentam se recuperar da crise, as que tiveram as nossas consultorias, estão preocupadas em crescer. Quando a empresa trabalha online, o cliente tem um trabalho mais eficiente, pois caso ele precise de ajuda, tudo que ele precisa fazer é abrir uma chamada online. Esse é o diferencial das travel techs, a eficiência e a rapidez do serviço.”

E como será 2021?

E ao falarmos sobre as expectativas para o ano de 2021, começamos pela pandemia. A retomada do setor de viagens pode ser analisado a partir do cronograma de vacinação. Em lugares que mais de 30% da população já foi vacinada, as viagens ultrapassaram os 200% do momento pré-pandemia.

Quando tudo voltar ao normal, a viagem a trabalho será essencial, pois todas as empresas têm clientes para visitar, fazer reuniões e negociações. Isso deve acontecer entre maio e julho, pois é quando está sendo planejado que pessoas de mais de 40 anos serão vacinadas, e os diretores C-level começarão a serem imunizados.

Após esses acontecimentos, o lazer vai começar a crescer também, pois muitos funcionários que estavam trabalhando sem férias, irão viajar a turismo, e nesse momento as viagens corporativas irão diminuir. As pessoas irão valorizar muito nos próximos 5 anos cada momento de férias que tiverem.

Analisando o primeiro semestre, como as fronteiras de outros países ainda não abrirão para o brasileiro, as viagens nacionais irão explodir. Mas assim que tudo voltar ao normal, as viagens internacionais, principalmente alguns destinos que são mais baratos que viagens nacionais, irão crescer exponencialmente.

No pior cenário, quando atingirmos o final do ano, cerca de 60% da população estará vacinada contra o COVID, o que se aproxima do mínimo necessário para atingir a imunização de rebanho, que é 70%. Isso significa que entre o início e o final do segundo semestre, o crescimento do setor será certo. As pessoas que planejam viajar no final do ano, já estão fechando agora. E esse é o certo a se fazer, pois a tendência é que quando as coisas voltarem ao normal, os preços serão exorbitantes.

Conclusões

E por fim, levando tudo isso em consideração, o setor de viagens corporativas não devem parar no final do ano. Elas podem ser menores do que antes, mas continuarão estáveis, pois existem muitas relações que foram quebradas durante a pandemia que devem ser reconstruídas no mercado corporativo.

Achou interessante? Tem alguma dúvida? Você pode comentar aqui embaixo ou ler também as nossas outras entrevistas com convidados especiais, clicando aqui.

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