Como trabalhar as políticas das relações de consumo com ESG?

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Se você chegou a este conteúdo, com certeza já sabe algo sobre o famoso “tripé da sustentabilidade”: ESG. Felizmente essa sigla tem ficado cada vez mais conhecida e é algo que já deveria ter recebido toda essa atenção há muito tempo. 

O conceito aborda o que deveria ser praticado por todas empresas, uma vez que promovem as melhores práticas ambientais, sociais e também de governança corporativa – principalmente nas relações de consumo.

Como já é de se imaginar, este novo vocabulário está fazendo parte da rotina das empresas, o que parece ser definitivo. 

Em razão disso, diversas organizações investiram em recursos que proporcionam um bom planejamento e estipulam definições de métricas para apurar sua evolução  nas práticas sustentáveis.

Muitas empresas também passaram a usar indicadores para medir seus principais feitos e seus  executivos, de forma que possam acompanhar sua evolução de ganhos variáveis anuais e ter parâmetros nos próximos objetivos.

A questão é a seguinte: sempre que novas tendências aparecem, costumam ser  apresentadas e tratadas como um tipo de mantra a ser seguido por questões competitivas, no entanto, estamos falando sobre um modelo de conduta formado por práticas sustentáveis. 

O objetivo dessa estratégia não é aumentar a lista de diferenciais que a empresa deve ter para ajustar sua imagem. As práticas ESG tem outra direção no que toca às relações de consumo.

Quer entender melhor esse assunto? Então, continue acompanhando. Com este conteúdo você poderá esclarecer algumas dúvidas bem comuns.

O que são relações de consumo?

Antes de nos aprofundarmos mais na ligação das ações ESG com as relações de consumo, você precisa saber o que elas são.

Em toda relação de consumo existe um produto/serviço, um consumidor e o fornecedor. Assim como a sigla ESG, trata-se de um tripé composto por esses três elementos principais. 

Essa relação é protegida e definida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e pelo PROCON.

Como está previsto no próprio CDC, a política das relações de consumo deve necessariamente atender o direito à informação direta e explícita sobre os produtos e serviços disponibilizados, bem como expor sua composição, o seu preço e todas as possíveis formas de pagamento.

Todas essas exigências se dão para proteger o consumidor, garantir sua segurança, resguardar a boa-fé e equilibrar a relação entre consumidor e fornecedores.

Qual a importância da ESG para as relações de consumo?

Antes das recentes discussões sobre ESG tomarem conta do mundo corporativo, outras leis ou decretos (posteriormente editados) sobre tais relações de consumo regiam as referências utilizadas no mercado.

Esses princípios estabelecidos pelo próprio Código de Defesa do Consumidor mostram de maneira bem clara qual o nível de preocupação existe no que se refere a ESG. 

Temos, então, a proposta de um novo olhar para um dos problemas mais relevantes para nossa sociedade.

Como mencionamos no início do conteúdo, notavelmente essa “nova sigla” aborda ou representa diversas práticas que já deveriam ser praticadas pelas empresas ao invés de serem tratadas como uma novidade.

Por isso, qualquer discussão sobre esse tema, que possa levar o nível dessa preocupação a um novo patamar, não pode e não deve ser tratada como algo supérfluo. 

O que queremos salientar aqui é que essa discussão não se trata somente de uma nova sigla. Não é algo para ser usado como uma maquiagem ou uma máscara!

A população tem demonstrado uma preocupação real com as questões sustentáveis. Consequentemente isso interfere no desenvolvimento de produtos, além de ser uma substancial nas negociações de altas transações feitas entre empresas e investidores preocupados com sua função social.

Ou seja, as empresas que demonstram empenho em desenvolver produtos mais sustentáveis e rever todas as suas práticas de relacionamento por razões humanitárias, tendem a ser uma referência no segmento (principalmente para seu público). E é aí que entra o mercado financeiro.

É claro que algumas empresas adotam boas práticas por acreditarem na causa, mas outras fazem somente por interesse, por aproveitar a “crista da onda”. 

Portanto, para trabalhar as políticas das relações de consumo com os padrões ESG é preciso de maior adequação por parte das empresas, promovendo maior conscientização de direitos e benefícios para todos os envolvidos (melhor produto, consumidor satisfeito e fornecedor com sucesso).

Como essa discussão tem sido notória, os público também está mais consciente de seus direitos. Com isso, há maior cobrança – inclusive para empresas que mantinham seus valores e princípios de acordo com outros diplomas legais. 

Os holofotes estão direcionados para as normas ESG, o que faz com que as empresas busquem se adequar de forma mais rápida ao que é proposto (promovendo mais e mais benefícios para todos nós visando atender as novas diretrizes das relações de consumo aceitáveis).

Essa discussão é extremamente importante, uma vez que os investimentos ESG estão entre as principais tendências de mercado para 2022. Se quiser saber mais sobre o assunto, não deixe de navegar pelo Blog Portão 3! Temos diversos conteúdos que podem te ajudar a implementar essa política em sua empresa ou, se esse processo já estiver em andamento, te ajudar a utilizá-lo adequadamente.

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