Saiba se a política ESG vale a pena para startups!

Saiba se a política ESG vale a pena para startups!

Você sabia que mais de 60% das empresas brasileiras quebram antes mesmo de completar cinco anos no mercado? Essa é a realidade inicial enfrentada para quem resolve criar um negócio do zero em nosso país. 

O maior desafio é convencer investidores que possam injetar capital na ideia – o que exige ideias atraentes e sólidas. 

Se fazer tudo isso sem “limitações” já é algo bem complexo, lidar com todas as barreiras com base em uma política ESG clara e atuante pode ser uma tarefa ainda mais ardilosa. 

Será que isso tudo vale a pena? Tire suas conclusões acompanhando nosso conteúdo até o final!

Para contexto, saiba o que é ESG!

Aqui no blog Portão 3, temos diversos conteúdos que abordam a temática ESG. Porém, se esse termo ainda é novidade para você, saiba que ESG significa “environmental, social and governance” – o que é interpretado como Governança Ambiental, Social e Corporativa em português.

Essa sigla diz respeito a uma série de diretrizes que conduzem uma empresa à conscientização coletiva de fatores sociais e ambientais.

Ou seja, a proposta é que todas as práticas dos processos rotineiros de empresas adeptas a avaliação ESG sejam mais do que politicamente corretas no papel, mas praticadas de maneira exemplar.

É importante estar cada vez mais familiarizado (a) com essa sigla, porque ela veio para ficar e tende a ser um fator central das discussões sobre o mundo corporativo.

Como usar o cenário ESG a seu favor e ter sucesso com uma startup? 

Para ter sucesso em todas as etapas de criar, fundar e solidificar uma startup seguindo os princípios da política ESG, é preciso identificar os principais problemas atuais do mercado e das futuras investidas (considerando aspectos sociais, ambientais e de governança).

Dessa forma, fica mais fácil de pensar em meios de sanar essas adversidades com planejamento e parcerias (especialmente de pessoas especializadas em análise ESG). O ideal é manter o foco de todas as ações que possam diminuir riscos e explorar oportunidades que incentivem boas práticas socioambientais.

Vale ressaltar, inclusive, que usar tecnologia é apenas uma das formas que as novas empresas podem buscar mais produtividade – o que nos leva a pensar que o desafio é ir além para criar metodologias que realmente façam diferença nas mais diversas questões que contemplam o que é proposto nesse modelo de negócio.

O que é preciso considerar para manter uma política ESG?

Entre os principais pontos que propõem condutas coerentes aos ideais da ESG, podemos destacar processos que colaborem com:

  • Medidas de ecoeficiência;
  • Consciência em uso de resíduos;
  • Práticas que impedem interferência nas mudanças climáticas;
  • Bom relacionamento (incluindo colaboradores e clientes);
  • Gestão saudável de fornecedores;
  • Programas anticorrupção;
  • Programas pró diversidade;
  • Entre outros.

Reunindo todos os pontos, podemos dizer que esse método funciona da seguinte forma: uma startup deve ter um plano de ação para lidar com os mais diversos problemas que podem causar danos morais, sociais ou ambientais. 

O intuito disso é promover, mais do que tudo, valorização dos princípios das soluções ESG para ir além do discurso e gerar a melhor contribuição em todos os sentidos – a empresa, ao mercado, aos colaboradores, a sociedade e ao meio ambiente indo além do discurso.

Como leva em conta as necessidades de cada startup e o cenário do mercado que se encontra, é possível que as letras da sigla ESG (ambiental, social e governança, da sigla em inglês) ganhem mais ou menos destaque dependendo do contexto.

Inclusive, o relatório “Inovação e ESG”, feito pela consultoria ACE Cortex em maio deste ano, revela que a maior parte das empresas no Brasil desenvolvem soluções relacionadas principalmente com o meio ambiente. Em seguida, as prioridades são dadas às atuações sociais e de governança, respectivamente.

Quais são as possíveis ações desenvolvidas para ajudar o meio ambiente?

  • Gestão de energia;
  • Controle de emissão de CO2;
  • Mobilidade elétrica;
  • Logística com gerenciamento de energia e recarga de veículos elétricos;
  • Não uso de produtos ou objetos não recicláveis;
  • Entre outros.

Quais são as possíveis ações desenvolvidas para questões sociais?

  • Operações educativas (programas de conscientização);
  • Incentivo e práticas que promovem proteção de dados e privacidade;
  • Interações saudáveis entre equipes;
  • Tratativas igualitárias dentro do local de trabalho (sem diferenciar colaboradores por cargos ao longo da convivência e não incentivando abuso de poder).

Quais são as possíveis ações desenvolvidas para questões de governança?

  •  Política de remuneração justa (inclusive para a alta administração);
  • Diversidade na composição do conselho de administração;
  • Estrutura de comitês de auditoria e fiscal;
  • Ética;
  • Transparência.

Com o que se pôde observar no relatório da ACE, o baixo número de startups envolvidas com a governança corporativa (menos de 10%), essa área ainda é pouco desenvolvida em questões regulatórias. 

Isso pode ser consequência da consideração que os temas governança, compliance e transparência ainda sejam inerentes somente às empresas listadas na bolsa ou multinacionais.

Mas, afinal, vale a pena ter uma startup e investir nas propostas ESG?

Ainda de acordo com o relatório, notavelmente a tendência do mercado é que os principais investimentos em empresas sejam destinados a organizações adeptas às práticas ESG.

Isso porque há um aumento crescente nas considerações de valores que promovem sustentabilidade ambiental, responsabilidade, transparência corporativa, saúde, educação e laços sociais mais sustentáveis.  

Cada vez mais essas práticas são vistas como medidas que podem controlar ou até mesmo evitar riscos que colocam tudo a perder, além de atraírem quem mais importa: o público alvo do negócio.

Portanto, pode-se concluir que vale muito a pena investir nos critérios que moldam uma startup ao que propõe uma política ESG!

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